Segunda-feira, 6 horas da manhã. Manchete de qualquer jornal que se preze: “ Amélia Diniz falece em acidente de carro”.
Amélia Diniz, mulher de Afonso Diniz grande usineiro, volltava de sua fazenda em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, com seu casal de gatos de estimação: Paz, obviamente branco e o Amor com manchas pretas. Durante a viagem pela longa Rodovia dos Bandeirantes um dos gatinhos caiu do banco e Amélia virou-se para verificar se ele havia se machucado. Ironicamente, no ato de salvar, acabou matando. Sem perceber, perdeu o volante e ao voltar para a posição de dirigir já não era possível evitar: entrou em um caminhão.
Neste dia o Amor morreu. Afonso recebeu como milagre a gatinha Paz, sobrevivente ao acidente.
Dois anos depois, sofrimentos superados, Afonso resolve casar-se novamente. Em memória da falecida esposa, celebra o casamento na fazenda de Ribeirão Preto. É então que no meio da cerimonia atravessa um deslumbrante pássaro branco e pousa sobre o degrau do altar. O caseiro, que trabalhava ali desde sempre diz jamais ter visto uma ave tão linda e afirma por fim: “ Tenho certeza que é Dona Amélia abençoando o casamento de vocês. Ela levou consigo o Amor, deixando-lhes a Paz”.
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